O deputado Marc Joseph Bazié defende a continuidade histórica na Conferência Internacional Kush.


Durante a Conferência Internacional sobre o Reino de Kush, realizada no sábado, 31 de janeiro de 2026, o Honorável Marc Joseph Bazié, Analista Político, Historiador e Secretário-Geral do Parlamento da Juventude Africana do Reino de Kush, fez uma apresentação convincente sobre os fundamentos históricos, jurídicos e simbólicos do moderno Reino de Kush.

Discursando sob o tema “Herança e Perspectivas”, o Honorável Bazié traçou um paralelo claro entre a adoção, pelo Gana moderno, do nome do antigo Império de Gana e a referência do Reino de Kush à antiga civilização Kushita. Ele explicou que tais escolhas de nomes são atos deliberados de memória, visando reconectar as sociedades africanas com suas civilizações pré-coloniais e resgatar narrativas que são muito anteriores às fronteiras coloniais.


Ele lembrou que o antigo Reino de Kush, com centro na Núbia, foi uma das grandes civilizações da África e chegou a governar o Egito como a 25ª Dinastia, afirmando a liderança africana em todo o Vale do Nilo. Segundo ele, o nome “Kush” carrega autoridade, continuidade e um legado de soberania.

Ao abordar o projeto contemporâneo, o Deputado Bazié esclareceu que o moderno Reino de Kush, proclamado no território de Bir Tawil, não reivindica continuidade jurídica com o antigo Estado, mas sim uma reapropriação simbólica e cultural, semelhante a precedentes em toda a África.


Ele concluiu apresentando o Reino de Kush como uma iniciativa pacífica e pan-africana, centrada na governança inclusiva, no envolvimento da diáspora e na cooperação a longo prazo, em vez da unificação política imposta.

A apresentação estimulou um diálogo construtivo entre os participantes, reforçando o papel da conferência como plataforma para a reflexão crítica sobre o patrimônio histórico da África e os futuros modelos de construção do Estado.


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